
Acabou a época das romarias…
…do “horas para Domingo?”
…do “quem leva carro?”
…do “onde é a entrada?”
…do “temos que fazer a Missa?”
…do “a que horas é o Almoço?”
…do “procissão a esta hora, com este calor?”
…do “vamos beber um fino?”
…do “a que horas é o jantar?”
…do “a despedida é à meia-noite ou à uma?”
…do “xau! Boa viagem!”
Para alguns de nós, foi também o fim…
…do “tens festa para Domingo?”
…do “onde vais tocar?”
…do “correu bem o serviço?”
…do “estava muita gente?”
…do “deves estar cansado”
…do “é sempre a romper a farda”
…do “foi a vida que escolheste”
…do “aproveita, porque estudaste para isso”
…do “parabéns, filho”
Dizem que “The show must go on”, mas custa sempre sentir um lugar vazio no público, por muito que nos digam que “estão lá em cima a olhar por nós”.
Lá em cima, não é lá em baixo, no Arraial, na plateia, ou, em casa, à espera de perguntar “como correu?”.
No fim, fica o Amor daqueles que não te deixaram cair. Que foram ao fundo contigo e te ajudaram a vir à tona, com um sorriso, um abraço, ou uma simples presença.
Unidos por uma farda que é mais que tecido. É Alma.
Porque é fácil ser “unido” quando tudo é alegria e celebração.
Difícil é não largar a mão quando somos varridos por uma tempestade.
Mas, no fim, ficamos juntos.
In memoriam
Maria da Conceição de Sousa Teixeira Rocha
António Alberto Ramos de Oliveira
António da Silva Pinheiro
…e todos os Rambóias que agora vibram lá de cima.






